Ousaria dizer que são as noites mal dormidas, que me tens tirado.
Quem sabe a dormência de meus anseios em ver...
Poderia ficar criando infinitos e cansativos versos que traduzissem com suposta primazia o que são as impressões que tenho sentido: dentro de meu peito, nos sons, em minhas visões, por todo meu corpo!

Quem sabe se fosse a longa dança da noite que fico aqui a bailar, só!
Foste tu música anestesiante que me tiraste da realidade?
Quisá o silêncio que me põe absorta em uma unidade paralela de ações indescritíveis, inexequíveis.
Não... não se iluda! Não tente culpar os que não tem culpa! Não trate da feria criando outra, ou alargando-a. Vocè precisa buscar novos sonhos, novas sensações, novos corpos que te possibilitem infindáveis sensações distintas, que te provoquem outros sabore, inovadoras translusões.
Deixe que ele viva em paz. Deixe que este ferida se cicatrize. Que torne-se pele novamente para que possamos com jeito criar artifícios para acariciá-la, que com a sensação te possibilite a sonhar novamente, sem medo, sem alucinação.

