quarta-feira, 7 de julho de 2010

para vc

Ali - SKANK

Ela entrou e eu estava ali


Ou será que fui eu que ali entrei

Sem sequer pedir a menor licença?

Ela de batom caqui

Com os olhos olhava o quê? Eu não sei

Olhos de águas vindas

De outros oceanos


Ela me olhou - Quem?


Quem sabe com ela

Eu teria as tardes

Que sempre me passaram

Como imagens, como invenção!

Se eu não posso ter


Fico imaginando

Eu fico imaginando

Virá com ela que entrega


Virá, sim, assim virá que eu vi

Virá ou ela me espera

Virá, pois ela está ali

Ela amou o que estava ali


Ou será que foi dela o que eu já amei

Como os laços fixos de uma residência?

Ela: Alô!? E eu não reagi


Com os olhos olhava o que eu lembrei

Quando andava indo

Em outra direção

Ela me olhou - Vem!


Quem sabe com ela

Eu veria as tardes

Que sempre me faltaram

Como miragens, como ilusão!

Se eu não posso ver


Fico imaginando

Eu fico imaginando


Virá com ela que entrega


Virá, sim, assim virá que eu vi

Virá ou ela me espera

Virá, pois ela está ali

Ela andou e eu fiquei ali


Ou será que fui eu que dali mudei

Com uns passos mudos

De uma reticência?

Ela me olhou bem


Quem sabe com ela

Eu teria achado

O que sempre me faltava

Cores, colagens, sons, emoção!

Se eu não posso ser


Fico imaginando

Eu fico imaginando


Virá com ela que entrega


Virá, sim, assim virá que eu vi

Virá ou ela me espera

Virá, pois ela está ali

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tic-Tac, tique-taque, tictac, tactictactic...

O tempo que tudo muda, que nda vale quando está só!


O tempo que é relativo, que se esvaira e que me desgasta, me coloca os nós!

É o atendente do mistério, o que impedir e o permitir de uma milésima fração.

É o que confunde a gente, o que nos faz curar o incurável, ou acalmar a inquietação.

Seu pulsar que pode alterar qualquer estatus, sua musica que ordena as canções...

Pare! Quero mais um pouco para poder resolver tudo...

Mas não demore porque quero logo, me livrar do resto de tudo!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

AMIGOS

Ontem, falei com 3 pessoas que muito admiro, que respeito e que fazem com que meu dia, se torne mais interessante.


Foram opiniões adversas em coisas diferentes!

Uma destas pessoas, embora eu conheça há pouco tempo, é uma das que mais tem entrado em sintonia comigo, e com minhas sensações emocionais, um alguém que eu desejo muito manter o contato, e que sonho em silêncio, conhecer de fato.

A outra pessoa é talvez a pessoa que mais admiro e que mais admirei em toda minha vida... Eu não só tenho uma profunda conexão com ele, mas também, me faz acreditar que o mundo, pode, deve e é diferente de todas as coisas ruins que já conhecemos. Obrigada por me visitar, sei que as vezes me alongo em demagogia barata, em frases de auto-ajuda, mas ultimamente, as auto-ajudas, tem se tornado Best-sellers nas prateleiras... rsrsrsrs. Tomara que mais leituras te agradem por aqui.


Mas a terceira pessoa mencionada acima, eu tenho um respeito, por ser alguém em quem confio, em quem consigo fechar os olhos e me deixo conduzir pelo salão... rsrs literalmente, não sendo isto nenhuma metáfora. E o que me fez adentrar aqui não foi apenas homenagear estas pessoas lindas a quem dedico este texto, mas principalmente memorar os fatos, e sobretudo, ressaltar a nossa “discussão” ou no caso as suas falas. Este terceiro assunto, me deixou extremamente mexida, me fez ficar pesando o resto da noite, tanto pela abordagem negativa, que foi dada, como pela idéia lançada dentro de mim. Ainda não consigo concordar com algumas falas, mas agora já consigo enxergar com mais clarividência o que você quis expor ao colocar-se como o fez... Eu sei que tudo que acontece, é responsabilidade minha, e uma das coisas que talvez quis dizer é que eu parasse de me vitimar diante dos acontecimentos e me colocar como pessoa atuante dentro de minha própria vida, e se isso não é o que tenho tentado fazer, nestes últimos dias... eu não sei mais como fazê-lo. Foi quando eu percebi, que ainda neste aspecto, eu não estava tentando, de fato. Você fez eu perceber o como devo pensar quais os processo e salas de meu cérebro devo acessar.


-ABRA A JANELA... mas poderia realmente estar só calor?? Rsrsrsrsr. Sei que não!!!


Confusa estou a refletir sobre cada palavra, cada ação, que tem me movido e cada ato de comodidade vil, contra mim mesma, que tenho cometido. Sei que para haver uma mudança é preciso mais que reflexos e textos postados no blog, e vejo quanto ainda me falta maturidade para lidar com as situações.


É por isto que estou aqui... para me certificar que as cosias não vão continuar como estão, para eu ter a prova concreta que a reflexão já me trouxe a muita coisa, e se tenho aqui 3 pessoas que tanto amo e que são especiais para mim, posso ter também o meu próprio respeito e este vou lutar cada segundo, cada dia para alcançá-lo.

Obrigada Carmone seja bem vindo ao meu mundo, Henrique, pela presença constante e Ivan, mantenha-me incomodada, porque o cômodo só me tem levado ao obscuro!


sábado, 5 de junho de 2010

O valor das Coisas

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.                                  Fernando Pessoa

O valor das coisas

Tão triste minhas palavras anteriores, que por vezes me questiono se deveria manter postado aqui as lamúrias de tantas conturbadas e melodramáticas citações de meu Ser.




Fui tomada momentaneamente, por um súbito sentimento de valorização do mundo, na verdade de revalorização do eu.

Já não é de hoje (e talvez seja de desde de quando me entendo por gente) que ouço muitos amigos dizerem que preciso aprender a me valorizar e tem aquelas que desejam assim: "Eu só gostaria de desejar neste dia tão especial, que vocês se veja como nós seus amigos te vemos, que você se goste, tanto como nós gostamos de você", foi e tem sido assim, que tenho tentando pensar, embora por vezes este pensamento nunca é posto em prática.
Após uma admirável viagem que fiz há uns meses atrás, pude me reconectar comigo, pude compreender o universo misterioso e grandioso que estava por trás de grandes mudanças que necessitava fazer em minha vida, e percebi que a mudança e qualquer coisa que eu precisava para alcançar isso, só estava dentro de mim... não dependia das forças cósmicas do universo, nem do empurrão de um amigo, nem do afagar de meus pais, nem no pé na bunda de muitos que queriam me ver pelas costas.

Percebi que a verdadeira arte, tinha que partir do que eu estava buscando para mim mesma.. mas como colocar tudo isso em prática?Estive por tanto tempo me doando para o mundo, para ajudar a melhorar esta sociedade que tem se perdido segundo meu relato anterior... passei a vida toda lutando por justiça, para ter uma vida melhor, para que a sociedade pudesse com pequenas mudanças evolir em sua essência, e a única coisa que descobri, foi decepção, foi discórdia, foi indiferença, foi o desprezo.Desprezo por um trabalho que nunca foi valorizado, indiferença por uma luta que poucos viam, discórdia porque as pessoas eram egoístas demais para concordarem e decepção por descobrir a ausência do respeito mútuo. Mas foi neste exato instante que meu mundo se abriu, dos que gostam de mim, não havia a indiferença, O desprezo partiu dos pequenos, que pouco sabiam o que era o valor das coisas, a discórdia gerou reflexão e a decepção me fez ver o respeito dos inimigos.E foi neste momento exato que compreendi o que todos falavam: para você mudar algo, primeiro aprenda a mudar você. Para valorizar algo, primeiro valorize você. Para conhecer sobre algo, primeiro se conheça, se descubra....

Por mais auto-ajuda que este texto tenha saído... se é que isso é um problema (rs), por mesmo porque me expor constantemente aqui é sempre uma auto-ajuda, eu precisava colocar isso pra fora, por ser uma péssima aluna, quando o assunto é o emocional, e quero registrar aqui uma lição que necessito incorporar, porque aprender e entender já aconteceu, já se estabeleceu.


Eu tenho conversado com pessoas, conhecido gente que tem me respeitado, e se dedicado a me ouvir, a dialogar, mas principalmente que tem trazido ao meu ego, coisas que eu nunca compreendi, que eu não apreciava, que nunca respeitei em mim mesma e que hoje, estou vendo que me faz ser diferente... me faz ser o diferencial, mas o mais importante hoje, é eu fazer este diferencial para mim mesma, depois me preocuparei em transformar e transportar esta diferença ao mundo! Quero estar bem... e redescobrir o valor das coisas, é primeiro descobrir meu próprio valor, para mim...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

virtual!

Loucura!!!!!
A vida virtual é engraçada...
estou vivendo um momento virutal muito interessante...
to conhecendo mais gente na rede do que na vida real!!
Estanho...
mas enfim, tem me ajudado a superar coisas que estavam me perturbando!!!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

MAIS QUE A MIM

Mais que a mim (Maria Gadú)

Ouvi dizer que você tá bem


que já tem um outro alguém


Encontrei moedas pelo chão


Mas não vi niguém pra me abraçar


me dar a mão



Eu chorei sem disfarçar


Quando vi seu carro passar


Vi todo o amor que em mim ainda não passou


Eu já não sei bem aonde vou


Mas agora eu vou.



Tentei falar mas você não soube ouvir


Tente adimitir!

Tentei voltar e pude ver o quanto errei

Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.

Ouvi dizer que você tá bem


que já tem um outro alguém


Encontrei moedas pelo chão


Mas não vi ninguém pra me abraçar


me dar a mão






Eu chorei sem disfarçar


quando vi seu carro passar


Vi todo o amor que em mim ainda não passou

Eu já não sei bem aonde vou

Mas agora eu vou.

Tentei falar mas você não soube ouvir

Tente adimitir!

Tentei voltar e pude ver o quanto errei

Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.

É, mais que a mim.

domingo, 16 de maio de 2010

Retorno as Letras




Retorno as letras é uma tentativa meio que infeliz de me explicar a mim mesma a crise da qual estou passando hoje.


Já faz mais de um ano que não me visito aqui, neste espaço, por mim mesma, determinado... Mas o cansaço constante desta luta diária contra o tempo e os intempéries da vida, no sentido literal da palavra, pelos constantes dilúvios, me deixam bem preguiçosa e desanimada.




Em tempos difíceis principalmente, ou de extrema alegria, sempre me pus a redigir, a compor letras em harmonia com meu estado de espírito, mas nestes últimos meses, mal tive coragem de sair de casa, que dirá manifestar-me literariamente frente aos meus poucos, porém fiéis leitores...


Mas passando por períodos muito mais tempestuosos e dês-saborosos, passei a crer, meus queridos, que a vida não me tinha mais razão ou sentido.


As salas já não me inspiravam como antes, os alunos deixaram de me motivar, o lecionar tornou-se um transtorno frente à tamanha desordem e indisciplina dos alunos, inclusive dos próprios pais dos mesmos. A revolta com o baixo salário e a desvalorização de um profissional que supostamente leva, ou não, o futuro do país em suas mãos, pelo menos aos poucos que levam efetivamente este ofício a sério, e posso garantir-lhe que sou um deles.


Descrente de qualquer religião, de qualquer manifestação de gratidão humana. Descrente do amor, que sinto pelas pessoas, mas principalmente descrente do amor que qualquer pessoa deposita, depositou ou depositaria sobre mim. Descrente de toda uma vida, de ilusões e sonhos irrompidos e corrompidos pela maçante e degradante sociedade paulista se não for possível dizer Nacional.


Descrente de minha arte, do único dom a mim delegado, em descontento com as injustiças de uma fama inglória dos outros e com meu anonimato, julgado, por mim, tão injusto.


Em prantos, por um salário “miserável” diante de um nível social por mim alcançado, me sentido impotente frente a tamanho descaso com a realidade financeira minha e da maior parte dos que me cercam.


Foi aí que então percebi, me vender para obter apenas CAPITAL, poderia me trazer retornos de ajudar as pessoas (como assim eu cria que o deveria fazer como função vital), com muito mais suporte e aparato do que hoje posso propiciar, daquele discursos por tantas vezes preso na garganta, que não fazia a menor diferença diante dos que me ouviam ou dos que tinham em mim uma referência (se é que de fato creio que isso é possível).


Foi então, que “caiu a ficha” que a máquina só funciona efetivamente neste mercado de vida, se houver as fichas certas para jogar... Que por mais que você queira dar amor, as pessoas só entendem isso com dinheiro, por mais que você tente ensinar ética, as pessoas só entendem se tiverem cédulas suficientes para subornar alguém, por mais que você tente mostrar o que é respeito, este só será assimilado ao pagar uma multa por uma atitude totalmente infratora e não corrompível.


É exatamente neste momento que vemos como as pessoas querem ser “felizes para sempre”, em suas casas grandes, seus carros de luxo, suas viagens anuais para algum lugar; para liberar o estresse, suas cirurgias estéticas, para se enquadrarem na sociedade deflagrada de conceitos e constituir uma família na qual seus filhos irão ser educados por escolas “conceituadas” e terem um futuro brilhante, ainda que este seja vender seu desejo de felicidade e de caridade, em pró de sua conta bancária, para viver também seus “felizes para sempre”.


Mas o ser feliz para sempre hoje, já também exclui a idéia de encontrar a alma gêmea, uma vez que o nível de tolerância diminui em pró do aumento dos níveis de estresse e a vida conjugal: ou nem se quer vem a acontecer, ou se desfaz em pouco tempo de convívio. E então você descobre que solteiro ou separado, você terá que comprar uma “casa” na qual um assalariado como eu, conseguirá pagar o imóvel, em aproximadamente 25 a 30 anos, o quer dizer que já que, não há alma gêmea, não há salário digno, não há casa, e por vezes, nem carro, não há tantas viagens, tampouco as cirurgias que equivalem a participação social, o sonho do “viver feliz para sempre” se torna um pesadelo constante por mais de 30 anos, isto se, você não atrasar nenhuma parcela, ou não der nenhum problema administrativo por trás de tudo.


Chegando a um veredito final... De que vale tudo isso?


Há alguns anos conheci uma pessoa que me fez entender que era o niilismo, que eu nunca havia conseguido entender, porque jamais compactuaria com a idéia de aceitar minha condição social e a da maior parte da população que morre de fome (mesmo sabendo que isso é uma característica da sociedade contemporânea de acordo com estudos de Jair Ferreira dos Santos), por um conformismo apático diante de um mundo que se modifica constantemente, diariamente. Mas hoje, acho que posso entender de fato, o que aquela pessoa sentia ao expressar conduta niilista. Não é um conformismo, mas um pacto continuar são...


Não é uma apatia, mas uma ordem para seu cérebro não desistir de tudo na primeira esquina...


Não é descaso é a certeza de que nada do que você fizer, vai gerar grandes mudanças, é aceitar que grandes mudanças começam com pequenos gestos...


É ter a certeza de que nada do que você está tentando mudar, vai de fato mudar, melhorar ou andar no ritmo que você determina, que ser um “deus” na terra, e se Eternizar não é uma missão, é um acontecimento, que pode partir de você, mas que nunca dependerá de ti.


É aceitar que mesmo cometendo todos os erros do mundo, você cada dia mais, vai crer que os dias de hoje, são piores que os de seu tempo e que estes estão cada vez pior, porque estamos fechados demais para aceitar o novo, o desafio e as diárias mudanças e atualmente sempre repentinas destas novas gerações que surgem para enfrentar os problemas que nós estamos gerando hoje...


É ver que o mundo é feito de escolhas, e por maior que seja este Marketing, talvez seja uma das únicas frases efetivamente inteligentes nas mídias de massa hoje, porque você está escolhendo ler isso, e eu estou escolhendo tentar melhorar, tentar superar esta crise tão depreciosa e injusta pela qual tenho vivido nestes últimos tempos, não por conformismo ou niilismo, mas pela certeza de que isso foi uma escolha, e embora eu não seja a mulher maravilha, nem tenha asas para voar, sou uma pessoa que sonha com um futuro melhor, e a partir de hoje, tenho que sonhar com uma vida melhor, para mim.