quinta-feira, 27 de maio de 2010

MAIS QUE A MIM

Mais que a mim (Maria Gadú)

Ouvi dizer que você tá bem


que já tem um outro alguém


Encontrei moedas pelo chão


Mas não vi niguém pra me abraçar


me dar a mão



Eu chorei sem disfarçar


Quando vi seu carro passar


Vi todo o amor que em mim ainda não passou


Eu já não sei bem aonde vou


Mas agora eu vou.



Tentei falar mas você não soube ouvir


Tente adimitir!

Tentei voltar e pude ver o quanto errei

Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.

Ouvi dizer que você tá bem


que já tem um outro alguém


Encontrei moedas pelo chão


Mas não vi ninguém pra me abraçar


me dar a mão






Eu chorei sem disfarçar


quando vi seu carro passar


Vi todo o amor que em mim ainda não passou

Eu já não sei bem aonde vou

Mas agora eu vou.

Tentei falar mas você não soube ouvir

Tente adimitir!

Tentei voltar e pude ver o quanto errei

Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.

É, mais que a mim.

domingo, 16 de maio de 2010

Retorno as Letras




Retorno as letras é uma tentativa meio que infeliz de me explicar a mim mesma a crise da qual estou passando hoje.


Já faz mais de um ano que não me visito aqui, neste espaço, por mim mesma, determinado... Mas o cansaço constante desta luta diária contra o tempo e os intempéries da vida, no sentido literal da palavra, pelos constantes dilúvios, me deixam bem preguiçosa e desanimada.




Em tempos difíceis principalmente, ou de extrema alegria, sempre me pus a redigir, a compor letras em harmonia com meu estado de espírito, mas nestes últimos meses, mal tive coragem de sair de casa, que dirá manifestar-me literariamente frente aos meus poucos, porém fiéis leitores...


Mas passando por períodos muito mais tempestuosos e dês-saborosos, passei a crer, meus queridos, que a vida não me tinha mais razão ou sentido.


As salas já não me inspiravam como antes, os alunos deixaram de me motivar, o lecionar tornou-se um transtorno frente à tamanha desordem e indisciplina dos alunos, inclusive dos próprios pais dos mesmos. A revolta com o baixo salário e a desvalorização de um profissional que supostamente leva, ou não, o futuro do país em suas mãos, pelo menos aos poucos que levam efetivamente este ofício a sério, e posso garantir-lhe que sou um deles.


Descrente de qualquer religião, de qualquer manifestação de gratidão humana. Descrente do amor, que sinto pelas pessoas, mas principalmente descrente do amor que qualquer pessoa deposita, depositou ou depositaria sobre mim. Descrente de toda uma vida, de ilusões e sonhos irrompidos e corrompidos pela maçante e degradante sociedade paulista se não for possível dizer Nacional.


Descrente de minha arte, do único dom a mim delegado, em descontento com as injustiças de uma fama inglória dos outros e com meu anonimato, julgado, por mim, tão injusto.


Em prantos, por um salário “miserável” diante de um nível social por mim alcançado, me sentido impotente frente a tamanho descaso com a realidade financeira minha e da maior parte dos que me cercam.


Foi aí que então percebi, me vender para obter apenas CAPITAL, poderia me trazer retornos de ajudar as pessoas (como assim eu cria que o deveria fazer como função vital), com muito mais suporte e aparato do que hoje posso propiciar, daquele discursos por tantas vezes preso na garganta, que não fazia a menor diferença diante dos que me ouviam ou dos que tinham em mim uma referência (se é que de fato creio que isso é possível).


Foi então, que “caiu a ficha” que a máquina só funciona efetivamente neste mercado de vida, se houver as fichas certas para jogar... Que por mais que você queira dar amor, as pessoas só entendem isso com dinheiro, por mais que você tente ensinar ética, as pessoas só entendem se tiverem cédulas suficientes para subornar alguém, por mais que você tente mostrar o que é respeito, este só será assimilado ao pagar uma multa por uma atitude totalmente infratora e não corrompível.


É exatamente neste momento que vemos como as pessoas querem ser “felizes para sempre”, em suas casas grandes, seus carros de luxo, suas viagens anuais para algum lugar; para liberar o estresse, suas cirurgias estéticas, para se enquadrarem na sociedade deflagrada de conceitos e constituir uma família na qual seus filhos irão ser educados por escolas “conceituadas” e terem um futuro brilhante, ainda que este seja vender seu desejo de felicidade e de caridade, em pró de sua conta bancária, para viver também seus “felizes para sempre”.


Mas o ser feliz para sempre hoje, já também exclui a idéia de encontrar a alma gêmea, uma vez que o nível de tolerância diminui em pró do aumento dos níveis de estresse e a vida conjugal: ou nem se quer vem a acontecer, ou se desfaz em pouco tempo de convívio. E então você descobre que solteiro ou separado, você terá que comprar uma “casa” na qual um assalariado como eu, conseguirá pagar o imóvel, em aproximadamente 25 a 30 anos, o quer dizer que já que, não há alma gêmea, não há salário digno, não há casa, e por vezes, nem carro, não há tantas viagens, tampouco as cirurgias que equivalem a participação social, o sonho do “viver feliz para sempre” se torna um pesadelo constante por mais de 30 anos, isto se, você não atrasar nenhuma parcela, ou não der nenhum problema administrativo por trás de tudo.


Chegando a um veredito final... De que vale tudo isso?


Há alguns anos conheci uma pessoa que me fez entender que era o niilismo, que eu nunca havia conseguido entender, porque jamais compactuaria com a idéia de aceitar minha condição social e a da maior parte da população que morre de fome (mesmo sabendo que isso é uma característica da sociedade contemporânea de acordo com estudos de Jair Ferreira dos Santos), por um conformismo apático diante de um mundo que se modifica constantemente, diariamente. Mas hoje, acho que posso entender de fato, o que aquela pessoa sentia ao expressar conduta niilista. Não é um conformismo, mas um pacto continuar são...


Não é uma apatia, mas uma ordem para seu cérebro não desistir de tudo na primeira esquina...


Não é descaso é a certeza de que nada do que você fizer, vai gerar grandes mudanças, é aceitar que grandes mudanças começam com pequenos gestos...


É ter a certeza de que nada do que você está tentando mudar, vai de fato mudar, melhorar ou andar no ritmo que você determina, que ser um “deus” na terra, e se Eternizar não é uma missão, é um acontecimento, que pode partir de você, mas que nunca dependerá de ti.


É aceitar que mesmo cometendo todos os erros do mundo, você cada dia mais, vai crer que os dias de hoje, são piores que os de seu tempo e que estes estão cada vez pior, porque estamos fechados demais para aceitar o novo, o desafio e as diárias mudanças e atualmente sempre repentinas destas novas gerações que surgem para enfrentar os problemas que nós estamos gerando hoje...


É ver que o mundo é feito de escolhas, e por maior que seja este Marketing, talvez seja uma das únicas frases efetivamente inteligentes nas mídias de massa hoje, porque você está escolhendo ler isso, e eu estou escolhendo tentar melhorar, tentar superar esta crise tão depreciosa e injusta pela qual tenho vivido nestes últimos tempos, não por conformismo ou niilismo, mas pela certeza de que isso foi uma escolha, e embora eu não seja a mulher maravilha, nem tenha asas para voar, sou uma pessoa que sonha com um futuro melhor, e a partir de hoje, tenho que sonhar com uma vida melhor, para mim.















sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dos bombas para el 50º aniversario del terror

Dos bombas para el 50º aniversario del terror
Esther Mucientes Madrid
50 años de terror. 50 años de sangre. 50 años de miedo... ETA cumple hoy medio siglo de vida y medio siglo de muerte con la intención de demostrar que la ETA más sangrienta y cruel sigue ahí.
Dos bombas en 34 horas, dos guardias civiles muertos y decenas de vidas destrozadas. Primero en Burgos con una furgoneta cargada con más de 300 kilos de explosivos colocada junto a una casa cuartel. De nuevo, el Instituto Armado, en el punto de mira.
ETA buscaba en la ciudad castellanoleonesa una masacre. Como las perpetradas en los años 80, su época más brutal y cruenta. Todo estaba completamente calculado. Engañaron a la policía colocando a la furgoneta bomba la matrícula de un vecino de la zona. No avisaron con antelación de la colocación de la carga y esperaron a que fuera de madrugada, cuando prácticamente todo el mundo dormía en su casa, para hacer estallar los 300 kilos de explosivo.
Por suerte, el objetivo de asesinar no lo lograron, pero 65 personas resultaron heridas leves y la explosión dañó seriamente gran parte del edificio en el que se encontraban 120 personas, entre ellos 41 niños. "Era un atentado para hacer daño a las familias", afirmó el ministro del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, horas después de la explosión.
No cabe duda de que ETA buscaba matar, hacer el mayor daño posible a un cuerpo, el de la Guardia Civil, duramente golpeado por la banda terrorista durante décadas. Es su forma de 'celebrar' sus 50 años de barbarie.
Aunque en Burgos no lo logró, sí lo hizo 34 horas después en Mallorca. La banda terrorista no cejó en su empeño de sumar más vidas rotas a su ya larga lista de 823 muertos. Carlos Sáenz de Tejada, guardia civil de 28 años y natural de Burgos, y su compañero Diego Salvá Lezaun, pamplonés de 27 años, han sido las dos últimas víctimas mortales que se añaden al triste y trágico muro de la vergüenza de ETA.
Una bomba-lapa adosada a los bajos de su coche patrulla cortó el fino hilo de la vida con el que siempre juegan los asesinos etarras. A las 13.50 horas del 30 de julio su coche explosionaba junto al cuartel de Palmanova, en la localidad mallorquina de Calvià. La ETA de la vergüenza, la ETA cobarde, la ETA del miedo mataba por primera vez en las Islas Baleares.
Y la tragedia podía haber sido peor. Las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad del Estado volvieron a frustrar otro atentado al desactivar otro artefacto colocado también bajo otro vehículo de la Benemérita. Porque la lucha antiterrorista también cumple hoy 50 años.
ETA: dolor, sangre y terror
Tal día como hoy, un 31 de julio de 1959, también un viernes, nacía el azote que surgía en el franquismo y que no ha parado de golpear la democracia: ETA. Cinco años después comenzaban sus primeros asesinatos, un guardia civil (José Pardines Arcay, 1968), un policía nacional (Melintón Manzanas, 1969) y un taxista (Fermín Monasterio Pérez, 1969). Desde entonces 823 víctimas, 823 asesinados por una causa que 50 años después ha perdido todo su sentido para perderse en el dolor por el dolor, en la sangre por la sangre, y en el terror por el terror.
El atentado de Hipercor en Barcelona (1987), el coche bomba de República Dominicana en Madrid (1986), el ataque que dejó 10 muertos en el cuartel de la Guardia Civil de Vic (1991)... Así hasta poner nombre y cara a las más de 800 personas que han tenido que pagar la barbarie de los terroristas.
Hoy por hoy, los expertos consideran que la banda se encuentra en su punto más débil. La lucha político-judicial y policial, y la unión de todas las fuerzas democráticas han logrado que después de 50 años ETA no tenga ni sitio ni lugar sino fuera por su empeño en seguir matando.

domingo, 14 de junho de 2009

SELEÇÃO DE ATORES


SELECIONA ATORES PARA TRABALHAR NO SEU NOVO PROJETO
OS INTERESSADOS DEVEM ENTRAR EM CONTATO PELO E-MAIL DA CIA
ATÉ O DIA 26/06/2009
OS ENSAIOS SÃO AOS SÁBADOS DAS 9H AS 18H EM SBC.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Need is love

Love, love, love
Love, love, love
love, love, love,
love,love, love,
love, love,
(Love) There's nothing you can do that can't be done
(Love) There's nothing you can sing that can't be sung
(Love 4x) Nothing you can say but you can learn to play the game
It's easy(Love)
Nothing you can make that can't be made
(Love) No one you can save that can't be saved
(Love 4x) Nothing you can do, but you can learn to be you
It's easy
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love,
love is all you need
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love,
love is all you need(Love)
Nothing you can know that isn't known
(Love) Nothing you can see that isn't shown
(Love 4x) No where you can be that isn't where you're meant to be,
It's easy
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
love is all you need
Love is all you need (repeat until end)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Tudo o que é sólido pode derreter

Arte da TV







Fui convidada a embarcar nesta onda de série nacional!

Nada excepcional demais, mas o cuidado com o qual a série vem sendo trabalhada, me fez viciar na história de Thereza, uma adolescente de 15 anos, nos seus conflitos cotidianos, apresenta no seu dia a dia, as histórias "mais" conhecidas dentro da literatura nacional.


É muito interessante quando a proposta de leitura vem da sala de aula e as dificuldades para uma boa leitura são as mesmas. Quando o autor, coloca por exemplo toda a Epopéia descrita por Camões, para desbravar os sete mares, na corriqueira rotina de uma jovem moça.


MAis interessante ainda quando é colocado alguns mistérios das nossas aventuras e algumas atitudes que temos diante do novo, do que misterioso.


E Dom Casmuro, foi recontado com um primor, que só quem sabe da história e conhece o livro, vê realmente a semelhança das histórias.... fantástico, um bom incentivo, aos que não gostam de ler, para se interar do que acontece nos episódios.


Super atual e inserido no contexto jovem, a amizade "internaltica", falta de identificação com os diferentes grupos da escola. A presença da psicologia no dia a dia dela e das pessoas em geral. As dificuldades financeiras, mas também histórica não apenas por seus temas literários, mas pelo tema que mais acompanha os animais: o Amor.
















recusa-me, dançando

Quando você me tirou para dançar... eu fiquei tão feliz, parecia que o mar se abriu diante de mim, para fazer toda a travessia, e dentro do oceano de imagens, me veio a idéia de um sentimento mais envolvente...
As fotos pintadas por mim, naquele dois pra cá, dois pra lá, me encheram de vontade de estar alí, cada vez mais intensamente ao teu lado. PArecia que todo aquele momento, se tornaria em algo que eu desejo a cada segundo de minha vida. O momento foi eternizado, mas por pura timidez nada além de uma contra-dança...
Eu não pude fitar seu olhar, eu mal pude me mexer, sentir as batidas de seu coração no mesmo compasso do meu corpo, me deixou sem completa reação!
Era só eu e você, alí na sala, mas nada, nada além de lulu nos embalou.
Será? Até quando eu vou continuar lutando contra o mundo? contra minha própria felicidade?
Timidez, causada por um medo?
Ou o que?
Por quê? Deixei que você partisse de minha vida, deixei que você nunca mais aceitasse bailar nova dança, ou outro ritmo?
Como pude? Que sensações frenéticas, me tiram do eixo a ponto de deixar escapar todos que desejei, todos os quais tive extrema vontade de selar com mais afinco um sentimento além da amizade?
Foram inúmeras perdas, e nenhum aprendizado, ou pelo menos nenhuma atitude capaz de renovar a história que sempre se repete.
A dança foi apenas mais um pretesto e a certeza de que nehuma música, fará as minhas atitudes mudarem, se eu não tomar a iniciativa.