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sábado, 21 de junho de 2008

passado

O Gin não foi forte o suficiente pra me tirar a vergonha!

Ontem eu sentei no chão da sala para organizar os DVD´s.abri caixa por caixa
E observava o que havia dentro delas para ter a certeza de não estarem em caixas erradas... eu me lembrei que no Moulin Roudge, tinha um DVD da temporada do seriado 24h e abri a caixinha crente que veria apenas aquilo....
Me deparei com o CD... aquele que vc gravou pra mim, com a sua letra escrito, Hello...
Invasã....na parte do CD que aparecia algo.
E não tive coragem de relar naquele cd... eu simplesmente fiquei olhando-o... e por horas fiquei ali parada... sentada no chão frio da sala... um dos testemunhos de nosso encontro que pra mim foi perfeito...chorei, como há muito não fazia!
Lembrei-me dos detalhes.. muitos... de cada minúcia de cada palavra, gesto e toque... mas acima de tudo, como lembrei-me de ti... Penso em vc todos os dias... por horas e nunca mais consegui detalhar a riqueza de sua face diante de mim, não lembrava mais como meus olhos te viam... já faz tanto tempo... acho até que vc nem sabe mais meu nome, muito menos deve saber quem foi que te mandou aquela mensagem na semana passada te desejando parabéns, uma vez que nem meu telefone vc tem mais...
Então toda a dor do mundo se concentrou dentro de mim, e foi algo distante como se meu mundo tivesse parado e você pisando com toda a sua força no meu peito, e pulado com frieza para ter certeza de que jamais saísse dali vivo... matou minha esperança de te ver, mesmo te procurando em cada esquina... mesmo me lembrando do nosso primeiro “encontro” no metrô... nem sabia ao certo se reconheceria seu rosto... ou quem sabe, eu indo te buscar na sua casa, sem nunca ter te visto... e o pior o meu tio ficou na portaria te esperando... vc deve ter achado, que menina loka! Traz o pai no dia que vai conhecer um futuro pretendente! Rsrsr...
Acho que nunca saberei ao certo o que se passou pela sua cabeça!!
Assim que terminei de dar a carona para os meus tios... até a Liberdade, voltando ao ponto de encontro com as meninas... você fez um comentário... daqueles que nunca deveria ter feito, ou dos que a gente sempre vai se lembrar como sendo uma péssima frase pra preencher uma ambiente silencioso.... Você pinta seu cabelo da cor do seu carro... Eu como não tinha mais o que falar, só respondi... não, este carro não é meu!! PS agora é... rsrs.
Enfim, encontramos as meninas... foi divertido embora eu tenha ficado numa saia justa... não conhecia ninguém....e vocÊs conversando como velhos amigos...
Etc.. O que mais me chamou a atenção foi o inicial descaso de sua parte, andava na frente, nem me dava passagem, quieto... pensei... já era, acho que não se interessou nem um pouco por mim! Depois decidimos ir a outro lugar... e vcs conversavam sobre tudo e “sobretudo” em inglês... quem me conhece sabe o horror que tenho a este idioma! Mas fazer o que não me importava de ficar boiando por um tempo... pensei que talvez valeria a pena, não me impressionou de imediato, embora deixara bem nítido que não tinha intenção de faze-lo. Diferentemente de mim, que quando percebi já tinha aberto a porta do carro pra vcs entrarem, fui à vila Madalena buscar o André... segurei a porta do prédio pra vcs entrarem e a do elevador pra vcs subirem... e na descida, assim que saímos da casa da Ca, você apertou o passo e segurou a porta antes que eu tomasse a dianteira.
Tentou convencer-me, sutilmente, a deixar vc por último, mas claro que a Cris não entendeu a deixa, e eu não fui persuasiva, acabamos que deixando pra um novo encontro... do qual acreditei que talvez nem fosse existir!
E por aí foram todos os meus pensamentos... Incrível como não canso de pensar nestas coisas... passaram meses e eu ainda estou aqui... Visualizando a anatomia de seu corpo magro, a beleza de seus traços delicados e fortes do rosto, com suas sobrancelhas que se fundem no centro de sua face, convergindo meu olhar diretamente pra seus olhos, ressaltados e destacados pelas lentes de seus óculos! Como eles te deixam sexy! Como eu gosto de ver você além daquelas lentes!
Enfim, mas isso foi apenas um lapso que teve que passar afinal, os DVD´s já estavam submersos frente a inundação que meus olhos causaram diante da saudade que me veio a mente!


Acho que tirei as cartas erradas... ou nunca tive sorte...

quarta-feira, 26 de março de 2008

Ao LAdo

Quando penso que amei,
Você nem se quer notou,
Fez da vida um breve show,
Nem de público fiquei....

E quem sofre agora? Eu.
Que não posso entender
Que o amor quis me trazer
Sem destino, sem seguir
um caminho sem amor

"To" cansada de lutar
Basta fechar os meus olhos
E continuo a sonhar
Que o amor quis me trazer
Apenas seu sorriso.

Você nem se quer notou meus olhares
Você nem sabe se quer, o que desejo
Você nem quis entender meus anseios
Você nem sabe o que é... meu amor!!!!

sábado, 19 de janeiro de 2008

O vazio da multidão

CARNA-NAVAL

Eis o mistério que ronda minha mente!
O Carna-val!
Que chuva, nada que tenho que me programado tem saído como desejo, mas por que tantos desencontros, tantas águas que vão se tornar um caso de remos na mão e anseios que navegam de ilhas em ilhas a procura da direção certa?
O mundo se perde nos sentidos e a água não pára de subir, assim como a temperatura e o índice de criminalidade no país!
Assim como minhas incertezas, as inseguranças e os medos que sobem cada vez mais numa intensidade absurdamente rápida.
Desejo monstruoso de poder não cometer mais erros, de encontrar a pessoa certa, de dizer as palavras certa, de ouvir o conselho certo, de seguir o que de fato o racional indica... Mas por que “o mundo anda tão complicado”? E hoje eu quero fazer tudo por você! Mas cadê você que nunca mais apareceu aqui, que não voltou pra me fazer sorrir, que nem ligou?
Ligar verbo transitivo indireto, neste caso, mas ligar de que forma? Do telefone ou se preocupar com a pessoa? Quer dizer é tão banal a relação que se estabelecem entre as pessoas que nem mesmo podemos ser sensíveis em saber como está, ou se você é importante, ou ainda, simplesmente te ligar!
Que tipo de contato é este que fica cada vez mais vazio, aumentando cada dia mais a solidão no meu da multidão. “O VAZIO DA MULTIDÃO”. Como podemos estar tão distantes estando tão próximos uns dos outros? A moça que enterra a cara no livro dentro do ônibus pra não precisar olhar pra ninguém, ou porque lhe falta tempo em outros momentos e o trabalho tem que ser a pronta entrega. O homem que fecha os olhos fingindo estar dormindo, para não ter que levantar e ceder o lugar para uma mulher grávida ou com criança, afinal ele sim teve um dia cheio do trabalho, ou simplesmente por não ter tempo de dormir a noite e querer colocar uns minutos do seu sono “em dia”.
Que triste sejam quais forem as visões de cada história, não querer, nem saber se comunicar com alguém ao seu lado, que poderia ser alguém mega especial, ou ainda não ter tempo nem se quer de olhar pro lado e ver o mundo a sua volta, que também vive, respira e sonha em ter mais tempo, pra ter mais tempo, pra poder ter mais tempo pra fazer todas as coisas que tempo algum poderá dar conta.
E assim vamos nos fechando no vazio da alma, nos escondendo nas nossas cascas invisíveis, procurando nossos parceiros em site de relacionamentos, porque desaprendemos a olhar pros nossos vizinhos, procurando mais informação para mostra ao mundo e ao mercado de trabalho o quanto sabemos, mesmo que a teoria jamais acarretará no indivíduo a intensidade de uma prática ( pense no sexo por ex.), procurando poupar a mãe natureza, mesmo sabendo que tudo a sua volta é fruto da destruição da mesma... e por aí vamos neste mundo de dês-sabores. Nós aguardando afoitamente pelo carnaval, brasileiros que fazem de tudo pra passar mais tempo sem saber o que fazer com ele, acreditando que o bom do carnaval é a mulata bonita, ou a loira que chicoteia o ar com o balanço de seus quadris na apoteose do samba, ou a cerveja geladinha que desce bonito pela garganta, esquecendo que é o exagero da mesma que pode nos trazer problemas, e assim vamos curtindo, desapercebidos porque a chuva não pára de cair e as estradas de se esburacar, as casas de se destroçar e os moradores de se destelhar, mas o importante de tudo é que a SAPUCAÍ vai que vai, sem gaviões ou rosas pra se exaltar, porque o que mais quer que se apareça por lá são as verdes, não a mancha nem a camisa, mas sim o capital que é a única coisa que parece nos fazer ainda mover por algo, é por ele que perdemos o tempo, o sono e o amor que passa perto mas estamos muito ocupados demais pra perceber suas dimensões e seu calor.