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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sol banhador


Imagem retirada do site:




Hoje tive uma visão fantástica
Ví o SOL virar água!
Não porque ele era fresquinho como tal,
nem porque se escoava pelas minhas mãos...
Mas sim porque vi ele banhar o céu e iluminar uma parte do horizonte como nunca havia presenciado em toda minha vida!
Ele assumiu uma cor intensamente laranja eu foi dominando o céu, impondo-se no no azul que já atacava a parte superior!
foi uma cena linda, ve-lo dispertando por detrás dos prédios! Pena estar dirigindo e não poder parar o carro pra contemplar tamanha beleza, e o tempo que levei daqui até uns 6 ou 7 minutos da minha casa até uma parte que ficava um pouco mais alta, possibilitando ve-lo novamente, ele já tinha perdido a timidez que cobria parte de seu brilho e já inundou o tudo com seu charme, pena já ter perdido também aquele laranja forte, que poucos dias do ano e poucas horas destes dias ele nos revela!
ele foi sorrateiro como água, banhando o espaço com sua luz, inundando-nos de alegria, nos dispertando pra árdua vida cotidiana, que fez meu dia, ser um pouco mais diferente!!
Sua comparça a Lua, também estava alí posuda no céu, admirando-nos, fazendo hora-extra!
Deve ser gostoso ser lua... rsrs, eu que me forçava a ir para o serviço, e ela alí mostrando seu charme, provavelmente queria ser também espectadora de tamanho dilumbre, o Sol dando o show da água!

domingo, 30 de março de 2008

Animalização!

Sexta eu estava andando pela Brigadeiro Faria Lima, pertinho da Paulista... Qual foi minha surpresa, quando me vi parada na calçada olhando para a faixa de pedestre.... aguardando ansiosamente que o semáforo fechasse, afinal já tinha sido abordada por um cara estranho que ao invés de falar o que queria comigo, ficou perguntando se podia falar e quando eu esbocei um estou com pressa... sem nem ao menos iniciar a frase, ele já disse: -Calma eu naum quero dinheiro. - Logo percebi que se desse trela, eu perderia o metrô e me atrasaria para encontrar a mãe na estação Santa Cruz!
Então disse: - Desculpe, não posso te ajudar, nem dar informação porque não sou daqui... - e a resposta imediata > Não é informação...> Ora, se não era informação, nem dinheiro? Por que daria eu bola para aquele senhor, disse que estava com presa e que estava atrasada, e que não poderia conversar!
Várias coisas me passaram pela cabeça naquele momento, a sensação de desgraçada de não se dar ao respeito de ouvir alguém que precisava falar... O medo, que vinha pelas espinhas, de algo ruim acontecer à gente era maior que a dignidade de respeitar àquele homem a minha frente, mas mais que isso... o tempo... o senhor dos problemas diários do ser humano que nos torna escravos de algo tão irreal.
Enfim, imaginei tantas coisas acontecendo com aquele homem e sua imagem registrada à minha frente não me faziam parar de pensar- " bbbbbbbiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!""" UHHHUU" - Uma freada brusca de carro me fez voltar à faixa de pedestre... um homem, não sei se bêbado, ou drogado, ou simplemente fora da realidade social imposta pela sociedade presente, passava pela faixa de pedestre tranquilamente, esperava um carro alí outro aqui, mas entre eles desviava de um ou de outro e fez com que o tempo dos automóveis se rendessem ao homem que passava sem pressa, ironicamente, pela faixa com o semáforo fechado pra ele!!
Buzinadas, freios e outros nomes soaram na frenética anti-música de São Paulo, creio que mais um pedido de socorro do que qualquer outra coisa, quando ouço atrás de mim: - Tudo bem, se morrer será um favor que faz pra gente! - Meu coração aceleou.... tudo dentro de mim parou, um silêncio tomou conta de mim, parecia não exisitir mais vida terrena alí naquele momento, os sons se apagaram e o meu espírito gritava, a vontade de olhar para o homem e dizer: -Espero que seu filho jamais se encontre em semelhança situação, ou até mesmo você!!- Que somos nós para diante de tal atitude inferiorizar a vida a ponto de dizer algo tão cruel... tão sem sentimento, tão podre...
E ainda pouco... acabava de ter feito o mesmo, ao evitar o homem com preconteitos, com a ausência de minha alma!!
Ó céus que fazes destes míseros seres que não orientam mais o amor, ou a compaixão... O homem atrás de mim, com certeza sonharia com uma sociedade em que colocar o pé na guia era sinônimo de carros parados, mas quem somos nós para fazermos julgamentos precipitados do mundo. - Pronto o semáforo abriu... um homem lindo alto e de óculos, me chama a atenção nossos olhares cruzam-se na esquina, esqueço de tudo que pensava... sim, a animalização... Já havia me esquecido dela!!

sábado, 19 de janeiro de 2008

O vazio da multidão

CARNA-NAVAL

Eis o mistério que ronda minha mente!
O Carna-val!
Que chuva, nada que tenho que me programado tem saído como desejo, mas por que tantos desencontros, tantas águas que vão se tornar um caso de remos na mão e anseios que navegam de ilhas em ilhas a procura da direção certa?
O mundo se perde nos sentidos e a água não pára de subir, assim como a temperatura e o índice de criminalidade no país!
Assim como minhas incertezas, as inseguranças e os medos que sobem cada vez mais numa intensidade absurdamente rápida.
Desejo monstruoso de poder não cometer mais erros, de encontrar a pessoa certa, de dizer as palavras certa, de ouvir o conselho certo, de seguir o que de fato o racional indica... Mas por que “o mundo anda tão complicado”? E hoje eu quero fazer tudo por você! Mas cadê você que nunca mais apareceu aqui, que não voltou pra me fazer sorrir, que nem ligou?
Ligar verbo transitivo indireto, neste caso, mas ligar de que forma? Do telefone ou se preocupar com a pessoa? Quer dizer é tão banal a relação que se estabelecem entre as pessoas que nem mesmo podemos ser sensíveis em saber como está, ou se você é importante, ou ainda, simplesmente te ligar!
Que tipo de contato é este que fica cada vez mais vazio, aumentando cada dia mais a solidão no meu da multidão. “O VAZIO DA MULTIDÃO”. Como podemos estar tão distantes estando tão próximos uns dos outros? A moça que enterra a cara no livro dentro do ônibus pra não precisar olhar pra ninguém, ou porque lhe falta tempo em outros momentos e o trabalho tem que ser a pronta entrega. O homem que fecha os olhos fingindo estar dormindo, para não ter que levantar e ceder o lugar para uma mulher grávida ou com criança, afinal ele sim teve um dia cheio do trabalho, ou simplesmente por não ter tempo de dormir a noite e querer colocar uns minutos do seu sono “em dia”.
Que triste sejam quais forem as visões de cada história, não querer, nem saber se comunicar com alguém ao seu lado, que poderia ser alguém mega especial, ou ainda não ter tempo nem se quer de olhar pro lado e ver o mundo a sua volta, que também vive, respira e sonha em ter mais tempo, pra ter mais tempo, pra poder ter mais tempo pra fazer todas as coisas que tempo algum poderá dar conta.
E assim vamos nos fechando no vazio da alma, nos escondendo nas nossas cascas invisíveis, procurando nossos parceiros em site de relacionamentos, porque desaprendemos a olhar pros nossos vizinhos, procurando mais informação para mostra ao mundo e ao mercado de trabalho o quanto sabemos, mesmo que a teoria jamais acarretará no indivíduo a intensidade de uma prática ( pense no sexo por ex.), procurando poupar a mãe natureza, mesmo sabendo que tudo a sua volta é fruto da destruição da mesma... e por aí vamos neste mundo de dês-sabores. Nós aguardando afoitamente pelo carnaval, brasileiros que fazem de tudo pra passar mais tempo sem saber o que fazer com ele, acreditando que o bom do carnaval é a mulata bonita, ou a loira que chicoteia o ar com o balanço de seus quadris na apoteose do samba, ou a cerveja geladinha que desce bonito pela garganta, esquecendo que é o exagero da mesma que pode nos trazer problemas, e assim vamos curtindo, desapercebidos porque a chuva não pára de cair e as estradas de se esburacar, as casas de se destroçar e os moradores de se destelhar, mas o importante de tudo é que a SAPUCAÍ vai que vai, sem gaviões ou rosas pra se exaltar, porque o que mais quer que se apareça por lá são as verdes, não a mancha nem a camisa, mas sim o capital que é a única coisa que parece nos fazer ainda mover por algo, é por ele que perdemos o tempo, o sono e o amor que passa perto mas estamos muito ocupados demais pra perceber suas dimensões e seu calor.