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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sol banhador


Imagem retirada do site:




Hoje tive uma visão fantástica
Ví o SOL virar água!
Não porque ele era fresquinho como tal,
nem porque se escoava pelas minhas mãos...
Mas sim porque vi ele banhar o céu e iluminar uma parte do horizonte como nunca havia presenciado em toda minha vida!
Ele assumiu uma cor intensamente laranja eu foi dominando o céu, impondo-se no no azul que já atacava a parte superior!
foi uma cena linda, ve-lo dispertando por detrás dos prédios! Pena estar dirigindo e não poder parar o carro pra contemplar tamanha beleza, e o tempo que levei daqui até uns 6 ou 7 minutos da minha casa até uma parte que ficava um pouco mais alta, possibilitando ve-lo novamente, ele já tinha perdido a timidez que cobria parte de seu brilho e já inundou o tudo com seu charme, pena já ter perdido também aquele laranja forte, que poucos dias do ano e poucas horas destes dias ele nos revela!
ele foi sorrateiro como água, banhando o espaço com sua luz, inundando-nos de alegria, nos dispertando pra árdua vida cotidiana, que fez meu dia, ser um pouco mais diferente!!
Sua comparça a Lua, também estava alí posuda no céu, admirando-nos, fazendo hora-extra!
Deve ser gostoso ser lua... rsrs, eu que me forçava a ir para o serviço, e ela alí mostrando seu charme, provavelmente queria ser também espectadora de tamanho dilumbre, o Sol dando o show da água!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

QUEM?

Vazio...
Vazio...
Vazio...
tempo...
Vazio...
Vazio...
tum-tum...

Vazio...
Vazio...

Vazio...

... ...

distante...
Vazio...
Vazio...
Vazio...
... ... ...
tum... crash...
tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...
hora do óbito...
hora que não tinha mais esperança em ver-te!
Tropeços nos custam, joelhos ralado, lágrimas, dívidas com a estima, créditos ao medo e sancho pança como solidão!
Quando tive a certeza que jamais poderia ter você nos braços novamente, uma parte de mim, ou talvez boa parte de mim, morreu!
Está tudo tão confuso aqui dentro, é como se eu não tivesse mais nenhuma palavra, nem um único ar, nem uma única gota de saliva, pra me alivar da secura que se ecnotra meu coração, que remendado, suplica pelo menos ser um mosaico, mas ... que utilidade teria? se não continuar sendo admirado por tantos, e isolado do amor?
"Quem inventou o amor?
Explica, por favor!
Quem inventou o amor?
Explica, por favor!"
Talvez nunca ninguém saberá o preço de nunca ter sido desejda, ou se quer, de fato tocada...
A carne podre se disperça sobre meu corpo e afasta cada vez mais a qualquer um que tenta se aproximar de mim... quando serei amada? Nunca!
Piedade de mim mesma, medo de ser o que sou, medo de errar, tentar ser perfeita... pra que a vida fique assim, intocável, tenho que dar conta de todos os recados porque afinal tenho que mostrar que sou Boa pra que alguém me olhe, para que alguém me chame com carinho....
Nunca tive medo de amar a ninguém, nem de me apaixonar perdidamente, afinal... antes viver intesamente um amor, do que ter a certeza que tudo seria um erro!
MAs tudo isso me levou à que? À quem??????
Fui depresada por todos que já se aproximaram de mim e os poucos que tentaram eu consegui afungentar... então o que tenho de tão errado, ou o que eles querem? O que esperam?
Mentiram pra mim, e me senti tão estúpida descobrindo que eles mentem pra tentar se parecerem mais próximos, e me senti mais idiota porque acreditei em todas as mentirasm que contaram, e pode ter a certeza que o fizerm porque acredtivam estar fazendo a coisa certea, e talvez estivessem... eu é que estou errada, eu estou morta, num mundo em que as belas palavras se resumem a um best-seller de Agatha Christie...
Em que não cantam mais com honras, a música da revolução!
Em que um carro alegórico é sensurado porque as pessoas não sabem o que significa uma crítica.
Em que a minha geração é a geração do VAZIO... estamos a favor e a serviço dele agora!
E você, aí lendo estas páginas, certamente não faz a menor idéia do que estou falando, muito menos sabe porque Fidel é tão importante pra mim!
Danem-se os ignorantes... morram os egoístas!! o mundo é maior que isso; ELE TEM QUE SER MAIOR que isso!!!
Findem o capitalismo, próprio canibal de sua carne!!
Que estoure uma nova revolução... não pacífica, mas que busque a paz!!!
Ironia, ou naão, seria a única saída!! Para a democracia!!! MAs ela?? Como pode ser democrática com apenas um saída?!
Da mesma forma que não posso te esquecer se ainda habita, meu coração, minha mente, meu corpo, meus sonhos, meus desejos!!!
Eu quero morrer, não como no início, pq mesmo morta continuarei a sofrer, eu quero acabar com tudo que me resta
para ver se um dia novamente terei a oportunidade de não ser eu, porque só assim serei FELIZ!




sábado, 19 de janeiro de 2008

O vazio da multidão

CARNA-NAVAL

Eis o mistério que ronda minha mente!
O Carna-val!
Que chuva, nada que tenho que me programado tem saído como desejo, mas por que tantos desencontros, tantas águas que vão se tornar um caso de remos na mão e anseios que navegam de ilhas em ilhas a procura da direção certa?
O mundo se perde nos sentidos e a água não pára de subir, assim como a temperatura e o índice de criminalidade no país!
Assim como minhas incertezas, as inseguranças e os medos que sobem cada vez mais numa intensidade absurdamente rápida.
Desejo monstruoso de poder não cometer mais erros, de encontrar a pessoa certa, de dizer as palavras certa, de ouvir o conselho certo, de seguir o que de fato o racional indica... Mas por que “o mundo anda tão complicado”? E hoje eu quero fazer tudo por você! Mas cadê você que nunca mais apareceu aqui, que não voltou pra me fazer sorrir, que nem ligou?
Ligar verbo transitivo indireto, neste caso, mas ligar de que forma? Do telefone ou se preocupar com a pessoa? Quer dizer é tão banal a relação que se estabelecem entre as pessoas que nem mesmo podemos ser sensíveis em saber como está, ou se você é importante, ou ainda, simplesmente te ligar!
Que tipo de contato é este que fica cada vez mais vazio, aumentando cada dia mais a solidão no meu da multidão. “O VAZIO DA MULTIDÃO”. Como podemos estar tão distantes estando tão próximos uns dos outros? A moça que enterra a cara no livro dentro do ônibus pra não precisar olhar pra ninguém, ou porque lhe falta tempo em outros momentos e o trabalho tem que ser a pronta entrega. O homem que fecha os olhos fingindo estar dormindo, para não ter que levantar e ceder o lugar para uma mulher grávida ou com criança, afinal ele sim teve um dia cheio do trabalho, ou simplesmente por não ter tempo de dormir a noite e querer colocar uns minutos do seu sono “em dia”.
Que triste sejam quais forem as visões de cada história, não querer, nem saber se comunicar com alguém ao seu lado, que poderia ser alguém mega especial, ou ainda não ter tempo nem se quer de olhar pro lado e ver o mundo a sua volta, que também vive, respira e sonha em ter mais tempo, pra ter mais tempo, pra poder ter mais tempo pra fazer todas as coisas que tempo algum poderá dar conta.
E assim vamos nos fechando no vazio da alma, nos escondendo nas nossas cascas invisíveis, procurando nossos parceiros em site de relacionamentos, porque desaprendemos a olhar pros nossos vizinhos, procurando mais informação para mostra ao mundo e ao mercado de trabalho o quanto sabemos, mesmo que a teoria jamais acarretará no indivíduo a intensidade de uma prática ( pense no sexo por ex.), procurando poupar a mãe natureza, mesmo sabendo que tudo a sua volta é fruto da destruição da mesma... e por aí vamos neste mundo de dês-sabores. Nós aguardando afoitamente pelo carnaval, brasileiros que fazem de tudo pra passar mais tempo sem saber o que fazer com ele, acreditando que o bom do carnaval é a mulata bonita, ou a loira que chicoteia o ar com o balanço de seus quadris na apoteose do samba, ou a cerveja geladinha que desce bonito pela garganta, esquecendo que é o exagero da mesma que pode nos trazer problemas, e assim vamos curtindo, desapercebidos porque a chuva não pára de cair e as estradas de se esburacar, as casas de se destroçar e os moradores de se destelhar, mas o importante de tudo é que a SAPUCAÍ vai que vai, sem gaviões ou rosas pra se exaltar, porque o que mais quer que se apareça por lá são as verdes, não a mancha nem a camisa, mas sim o capital que é a única coisa que parece nos fazer ainda mover por algo, é por ele que perdemos o tempo, o sono e o amor que passa perto mas estamos muito ocupados demais pra perceber suas dimensões e seu calor.